sem título

em 24 de Janeiro de 2017

quando fui mortal pensava o paraíso é bem bacana hoje só o que consigo pensar é não me abandone jamais logo eu o homem sentimental de coração tão branco cheio de graça infinita contra o dia queria eu ser kafka à beira-mar estou mais como o gigante enterrado o fundo do céu anuncia por quem os sinos dobram quando o pintassilgo canta eu olhando esse atlas de nuvens na minha memória de pedra esperando a minha vez no jogo da amarelinha detetives selvagens me perseguiram durante o jantar errado essas são as minhas primeiras estórias procuro o sentido do fim no seu rosto amanhã a brincadeira favorita a minha é a festa no covil sendo o caçador de autógrafos tal qual o buda do subúrbio esse fogo amigo traz uma certa paz para o filho da mãe nada me faltará chamadas telefônicas as armas secretas o sonho dos heróis e nem liquidação eu digo essa terra sonâmbula essa desonra essa humilhação nada disso passará pelo tribunal da quinta-feira  já me sinto na cama de gato vivendo um repeteco logo eu o homem do castelo alto com esses tipos de perturbação com todo o som e a fúria

sim eu digo sim

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