A beleza outonal de García Márquez

Quando Memórias de minhas putas tristes foi publicado, em 2004, se desencadeou um verdadeiro frenesi nas ruas da capital colombiana. Tem-se notícia que antes mesmo da publicação oficial, circulava uma versão pirata pelas ruas de Bogotá, uma que continha menos … Leia mais

As vicissitudes religiosas de François Mauriac

A fé religiosa pode ser um combustível catártico ímpar, forçando os limites filosóficos e dramáticos da escrita e da imaginação, participando, assim, como uma força verdadeiramente construtiva da literatura. Apesar dos propósitos proselitistas que costumam assolar a fé nas letras, … Leia mais

Travessia (desperta) pela terra sonâmbula

Já havia me surpreendido muito positivamente com a literatura de Mia Couto quando li um livrinho bem menos conhecido dele, intitulado A confissão da leoa (cheguei mesmo a escrever uma resenha à época). Se tento forçar a memória, lembro de … Leia mais

Robinson Crusoé, de Daniel Defoe

Dando sequência ao especial “Mês dos clássicos”, debrucemo-nos hoje sobre uma obra que é tida como uma das pioneiras do romance moderno: Robinson Crusoé, do escritor inglês Daniel Defoe (1660-1731). O livro, publicado em 1719, encontra-se naquele conjunto de obras … Leia mais

Das indulgências com Kundera

Nas resenhas em que falei sobre livros de Milan Kundera, o tom elogioso sempre se sobressaiu na análise, e devo dizer que minhas experiências de leitura do escritor tcheco costumam ser prazerosas – embora não num sentido tradicional de prazer. O … Leia mais

A formação republicana das almas

Quando escreveu Os bestializados, em 1987, José Murilo de Carvalho pesquisava sobre uma conhecida passagem da história brasileira, a Proclamação da República de 1889. Seu objetivo na abordagem, evidentemente, não era celebrar a vasta memória oficial construída em torno do … Leia mais

Paradiso latino-americano

Cotejar uma obra literária que é tida como a maior expressão do barroco latino-americano é uma tarefa que exige um fôlego de análise distinto, pois faz-se necessário ir além daquilo que caracteriza o barroco “somente” enquanto expressão estética. É preciso … Leia mais

A dama do lago e seu caval(h)eiro

Em uma resenha anterior, na qual falei sobre O longo adeus, comentei que Philip Marlowe é um dos detetives mais conhecidos da literatura e, também, que seu método de investigação, no que concerne a entrevistar os suspeitos, talvez seja sua … Leia mais

Tempo humano, tempo onírico, tempo físico

Não há dúvida quanto ao fato de o tempo ser um dos mais misteriosos, elementares e desconcertantes fenômenos da realidade. E isso pensando tanto na física e nas ciências naturais, tentando entender o que é o tempo enquanto fenômeno quantificável … Leia mais

O longo adeus e as credenciais de Marlowe

É interessante notar como o romance policial (o romance detetivesco, de mistério ou de investigação) tem sido responsável pela criação de uma galeria de personagens antológicos. O mais conhecido deles é certamente Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle. Mas podemos … Leia mais

Berlim, por Joseph Roth

Me lembro que a primeira vez que vi o nome de Joseph Roth foi num livro de Eric Hobsbawm, provavelmente A era dos extremos. Tratava-se de um comentário elogioso, ressaltando o potencial expressivo de sua obra ao narrar a desagregação … Leia mais

Às avessas (e às direitas também)

Joris-Karl Huysmans não se tornou um escritor controverso, polêmico e celebrado à toa. Verdade seja dita, ele causou um baque estrondoso ao se chocar contra o solo, as questões e as certezas da literatura francesa do final do século XIX. … Leia mais