Explica: A insustentável leveza do ser

Escrito em 1982 pelo escritor tcheco Milan Kundera, e publicado em 1984, A insustentável leveza do ser conta a história dos amores e dos  desencontros de dois casais – Tomás e Teresa; Sabina e Franz – permeados pelo cenário político da Primavera de Praga. O romance explora os valores que existem dentro da sociedade e de um ser humano tentando se libertar de imposições. A partir de questões primárias, Milan Kundera analisa o desprendimento e aprisionamento humano através da leveza e do peso, usando referencias filosóficas como o Eterno Retorno, de Nietzsche.

O livro foi adaptado em 1988, recebendo duas indicações ao Oscar, incluindo Melhor Roteiro Adaptado. O filme é dirigido por Philip Kaufman e no elenco nomes renomados como o duas vezes vencedor do Oscar, Daniel Day-Lewis, e a atriz francesa, vencedora do Oscar, Juliette Binoche.

Não faltam razões para esse livro receber um Explica, então veja o que nossa equipe, junto a convidada Lu Eire, tem a dizer sobre A insustentável leveza do ser:

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Explica: O retrato de Dorian Gray

Há exatos 111 anos morria em Paris um dos maiores escritores de língua inglesa já conhecidos: Oscar (Fingal O’Flahertie Wills) Wilde. Dono de uma biografia que não deixa nada a desejar aos melhores textos que escreveu, Wilde é um daqueles casos típicos em que a armadilha de recorrer à vida para explicar a prosa torna-se quase inevitável. É o que fica ainda mais evidente quando lemos seu único romance, O retrato de Dorian Gray, publicada originalmente na Lippincott’s Monthly Magazine em 20 de junho de 1890 e depois ganhando versão revisada em abril de 1891.

Sobre as personagens do livro certa vez Oscar Wilde disse: “Basil Hallward, é como penso que sou, Lorde Henry Wotton é como as pessoas pensam que sou e Dorian é como gostaria de ser com outra idade.”  Um erro bastante comum do leitor que mistura vida e obra é automaticamente relacionar Alfred Douglas (o Bosie, com quem Wilde teve um romance) com Dorian. Nesse caso, vale a pena chamar a atenção para o fato de que O retrato de Dorian Gray foi escrito um ano antes de Wilde conhecê-lo. São detalhes e opiniões sobre a obra que nós e colaboradores falamos a seguir.

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Explica: Lolita

Publicado pela primeira vez nos Estados Unidos em 18 de agosto de 1958, o romance Lolita de Vladimir Nabokov chega em 2011 tendo vencido as polêmicas e as diversas recusas de editoras, e incluindo termos como ninfeta e lolita em gírias de diversas línguas. Conta já com duas adaptações para o cinema (uma de 1962 dirigida por Stanley Kubrick, outra de 1997 dirigida por Adrian Lyne) e um número infinito de leitores que se apaixonaram pela personagem Dolores Haze tal como ela é descrita pelo professor Humbert Humbert.

Lolita está na lista do Time dos 100 melhores romances de Língua Inglesa de 1923 até 2005. Está em quarto na lista da Modern Library dos 100 melhores romances do século XX. Aproveitamos o aniversário da publicação nos Estados Unidos para falar um pouco deste livro tão marcante.

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A Metamorfose

No dia 3 de julho de 1883 nascia na Áustria-Húngria (atual República Tcheca) o escritor Franz Kafka. Para comemorar essa data, a Equipe do Meia Palavra vai falar de uma das obras mais conhecidas do escritor: A Metamorfose. É frequentemente citado como uma das obras seminais das narrativas curtas do século 20. Ganhou tamanha notoriedade que é estudada e discutida até hoje. Publicada em 1915, sob a alcunha germânica de Die Verwandlung, a novela conta a história de um caixeiro-viajante, Gregor Samsa, ao acordar e ver-se transformado em um inseto monstruoso.

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Meia Palavra Explica: 1984

‘1984’ não é apenas mais um livro sobre política, mas uma metáfora do mundo que estamos inexoravelmente construindo. Invasão de privacidade, avanços tecnológicos que propiciam o controle total dos indivíduos, destruição ou manipulação da memória histórica dos povos e guerras para assegurar a paz já fazem parte da realidade. Se essa realidade caminhar para o cenário antevisto em ‘1984’, o indivíduo não terá qualquer defesa. Aí reside a importância de se ler Orwell, porque seus escritos são capazes de alertar as gerações presentes e futuras do perigo que correm e de mobilizá-las pela humanização do mundo.

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O Evangelho segundo Jesus Cristo

Publicado em 1991, O Evangelho segundo Jesus Cristo é uma das obras mais conhecidas do escritor português José Saramago. Mostrando um Cristo humanizado, o livro acabou se tornando polêmico em países cuja população é em sua maioria católica –  incluindo aí Portugal. Como consequência, o autor for perseguido em sua própria terra, sendo que após  o então Subsecretário de Estado de Cultura  vetar a participação do livro em um prêmio literário português, Saramago decide se exilar na Ilha de Lanzarote, onde permanceu até sua morte.

A seguir, opiniões da equipe e colaborações de leitores sobre uma das obras que melhor ilustram a falta que Saramago fará para os que gostam de Literatura.

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A Estrada

Num futuro não muito distante, o planeta encontra-se totalmente devastado. As cidades foram transformadas em ruínas e pó, as florestas se transformaram em cinzas, os céus ficaram turvos com a fuligem e os mares se tornaram estéreis. Os poucos sobreviventes vagam em bandos. Um homem e seu filho não possuem praticamente nada. Apenas uns cobertores puídos, um carrinho de compras com poucos alimentos e um revólver com algumas balas, para se defender de grupos de assassinos. Estão em farrapos e com os rostos cobertos por panos para se proteger da fuligem que preenche o ar e recobre a paisagem. Eles buscam a salvação e tentam fugir do frio, sem saber, no entanto, o que encontrarão no final da viagem. Essa jornada é a única coisa que pode mantê-los unidos, que pode lhes dar um pouco de força para continuar a sobreviver.

A Estrada é um livro sobre a jornada de um pai e seu filho, nunca nomeados, numa terra pós-apocalíptica. O autor é Cormac McCarthy, mesmo de Onde os Velhos Não Têm Vez. Em 2009 foi lançada a versão cinematográfica dirigida por John Hillcoat e estrelada por Viggo Mortensen.

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Alice no País das Maravilhas

Nesta sexta-feira estreia Alice no País das Maravilhas de Tim Burton e explicamos porque a história fez tanto sucesso sendo adaptada diversas vezes para o cinema (tanto em live action como em desenho).

O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo característica dos sonhos.

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Maus

maus-splashMaus é uma grafic novel de Art Spiegelman que narra a luta de seu pai, um judeu polonês, para sobreviver ao Holocausto. O livro também fala do relacionamento complicado do autor com seu pai e de como os efeitos da guerra repercutiram através das gerações de sua família. Em 1992 Spiegelman foi agraciado com um “Prêmio Especial Pulitzer”: tal categoria foi proposta pois o comitê de premiação não se decidiu se categorizava Maus como uma obra de ficção ou biografia.

Amélie: Surpreendente. Essa é a palavra que define Maus. O livro tem como cenário a fantasia, aquela antiga briga entre ratos e gatos. Mas a realidade dura da Guerra não aceita superficialidades e esse é o segredo do sucesso em Maus. A caçada é, antes de tudo, um depoimento, relato das lembranças do pai de Art Spielgeman, o premiado quadrinista. Enredo: um comerciante com dinheiro de sobra, mas que precisa trocar diamantes para conseguir um um pedaço de pão. Leva o fardo dos “indignos”: Judeu em uma Europa de Guerra. Os relatos de familias que sobreviveram ao Holocausto têm apelo natural, pela crueldade, chamam mesmo a atenção. E acredite, este é ainda mais especial. A escolha de representá-lo em quadrinhos, é certa: mexe com a imaginação do leitor. A cada fuga dos gatos (Nazistas), o coração do espectador dispara. Pequenas histórias emocionantes ganham as páginas, e a torcida pelos ratos (Judeus) é inquestionável. A partir daqui, guardo o segredo. Para quem ainda não conhece o que é uma Graphic Novel, deveria começar obrigatóriamente por esse livro. É amor à primeira vista, e com razão de ser tão aclamado. Leia mais

A Hora da Estrela

a-hora-da-estrelaA hora da estrela conta a história da datilógrafa alagoana Macabéa, que migra para o Rio de Janeiro, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. O livro possui duas temáticas: é uma obra sobre a vida de uma retirante na cidade grande, mas também uma reflexão sobre o papel do escritor na sociedade moderna. É talvez o romance mais famoso de Clarice Lispector, sendo adaptado para o cinema por Suzana Amaral em 1985, por causa dessa importância e magnitude, trazemos opiniões de nossa equipe.

Liv: Clarice Lispector criou a personagem mais antagônica possível. Não é bonita, não é inteligente, não é esperta, não é ambiciosa. Macabéa te irrita mas ao mesmo tempo te dá pena. Ela é tão ingênua, que você fica com vontade de protege-la do mundo. Por que sim, o mundo pode ser maligno para quem vive a dois passos do chão como ela. Todo o charme dA Hora da Estrela, é que ele fala de sentimentos. Todo mundo tem um pouco de Macabéa. (mesmo alguns não admitindo isso nem sob tortura). Leia mais

Dom Casmurro

Dom Casmurro é um romance do escritor brasileiro Joaquim Maria Machado de Assis. Foi publicado em 1899, e é um dos livros da literatura brasileira mais traduzidos para outros idiomas. A história se passa no Rio de Janeiro do Segundo Império, e conta a trajetória de Bentinho e Capitu. É um romance psicológico, narrado em primeira pessoa por Bentinho, o que permite manter questões sem elucidação até o final, já que a história conta apenas com a perspectiva subjetiva dele.

Nas palavras de Alfredo Bosi em A História Concisa da Literatura Brasileira:

Na verdade, um romance de Machado de Assis não se deve resumir: e como fazê-lo se o que neles importa não é o fato em si, mas a constelação de intenções e ressonâncias que o envolve?

Portanto trazemos para vocês não um resumo, mas opiniões sobre essa que é uma das obras mais conhecidas de Machado de Assis na terceira edição do Meia Palavra Explica.

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Meia Palavra explica: A menina que roubava livros

A Menina que Roubava Livros (The Book Thief, no original) é um romance do escritor australiano Markus Zusak, publicado em 2006. No Brasil, ele foi lançado em Março de 2007 pela editora Intrínseca, e foi traduzido por Vera Ribeiro. Sendo narrada pela Morte, o livro conta a história de Liesel Meminger, uma garota que se encontrou com a narradora diversas vezes ao longo de sua vida e foi observada pela curiosa colhedora de almas. Vivendo na Alemanha nazista, Liesel enfrenta vários desafios dentre se conformar com a súbita mudança em sua família, se controlar perante Rudy Steiner e saber guardar um segredo (Fonte: Wikipedia).

E agora você poderá acompanhar as impressões sobre esse grande sucesso editorial aqui no Brasil e lá fora (permanecendo por muitos meses nas listas dos mais vendidos).

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