A beleza outonal de García Márquez

Quando Memórias de minhas putas tristes foi publicado, em 2004, se desencadeou um verdadeiro frenesi nas ruas da capital colombiana. Tem-se notícia que antes mesmo da publicação oficial, circulava uma versão pirata pelas ruas de Bogotá, uma que continha menos … Leia mais

As vicissitudes religiosas de François Mauriac

A fé religiosa pode ser um combustível catártico ímpar, forçando os limites filosóficos e dramáticos da escrita e da imaginação, participando, assim, como uma força verdadeiramente construtiva da literatura. Apesar dos propósitos proselitistas que costumam assolar a fé nas letras, … Leia mais

O Tribunal da Quinta Feira, de Michel Laub

Em O Animal Agonizante, de Philip Roth, David Kepesh, após ouvir o tortuoso relato de traição de seu filho e das culpas daí derivadas, o diagnostica: “a virtude é uma perversão como qualquer outra”. Embora Kepesh seja um personagem menos que exemplar, … Leia mais

Travessia (desperta) pela terra sonâmbula

Já havia me surpreendido muito positivamente com a literatura de Mia Couto quando li um livrinho bem menos conhecido dele, intitulado A confissão da leoa (cheguei mesmo a escrever uma resenha à época). Se tento forçar a memória, lembro de … Leia mais

Robinson Crusoé, de Daniel Defoe

Dando sequência ao especial “Mês dos clássicos”, debrucemo-nos hoje sobre uma obra que é tida como uma das pioneiras do romance moderno: Robinson Crusoé, do escritor inglês Daniel Defoe (1660-1731). O livro, publicado em 1719, encontra-se naquele conjunto de obras … Leia mais

A dama do lago e seu caval(h)eiro

Em uma resenha anterior, na qual falei sobre O longo adeus, comentei que Philip Marlowe é um dos detetives mais conhecidos da literatura e, também, que seu método de investigação, no que concerne a entrevistar os suspeitos, talvez seja sua … Leia mais

O longo adeus e as credenciais de Marlowe

É interessante notar como o romance policial (o romance detetivesco, de mistério ou de investigação) tem sido responsável pela criação de uma galeria de personagens antológicos. O mais conhecido deles é certamente Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle. Mas podemos … Leia mais

Às avessas (e às direitas também)

Joris-Karl Huysmans não se tornou um escritor controverso, polêmico e celebrado à toa. Verdade seja dita, ele causou um baque estrondoso ao se chocar contra o solo, as questões e as certezas da literatura francesa do final do século XIX. … Leia mais

Música de câmara (James Joyce)

O irlandês James Joyce é famoso. Famosíssimo: é costume considerá-lo um dos maiores escritores do século XX; e isso não só em língua inglesa. Diz-se que, sem seu Ulysses a literatura não teria se tornado o que se tornou. E, … Leia mais

Poemas (Rainer Maria Rilke)

Coincidências. Não vejo nenhum sentido oculto, nada de místico ou sublime nelas, mas gosto quando algumas acontecem. É o caso do lançamento da nova coletânea de poemas de Rainer Maria Rilke pela Companhia das Letras, em tradução de José Paulo … Leia mais

Formas do nada (Paulo Henriques Britto)

Eu conhecia Paulo Henriques Britto por seu trabalho tradutório. Sempre me pareceu bastante bom, mas foi só quando entrei na faculdade de Letras e comecei a estudar tradução que percebi que sua competência vai muito além disso: ele é uma … Leia mais

Um muro na Palestina (René Backmann)

Alguns anos atrás eu andei alimentando pensamentos a respeito da aliyah: o retorno a Israel. É o mecanismo pelo qual, com base no Hok Ha-Shvut, os judeus e seus descendentes, do mundo todo, podem obter a cidadania israelense e viver … Leia mais