O Tribunal da Quinta Feira, de Michel Laub

Em O Animal Agonizante, de Philip Roth, David Kepesh, após ouvir o tortuoso relato de traição de seu filho e das culpas daí derivadas, o diagnostica: “a virtude é uma perversão como qualquer outra”. Embora Kepesh seja um personagem menos que exemplar, … Leia mais

Breves notas sobre a diversidade

Ufa. Deu.1 Achei que logo depois de dar, a vida compensaria todo o tempo em que a adiei. Não foi bem assim. 2 Ao menos até a defesa do mestrado, não mexo mais na dissertação tão procrastinada, principal motivo para … Leia mais

Etgar Keret, a contemporaneidade e a ficção

A literatura israelense, assim como sua cultura e política, esteve constantemente marcada pela preocupação com os conflitos que marcam essa região e o espinhoso histórico que os circunda. Na contemporaneidade, por exemplo, um dos grandes escritores israelenses – que, aliás, … Leia mais

Alice, não mais que de repente

Não sei dizer se isso data do modernismo ou de algum outro período artístico-literário qualquer (quem sabe da ruptura de Joyce ou quem sabe até mesmo do Pound), mas me parece que de uns tempos para cá (um tempo longo, … Leia mais

Kundera strikes again!

É realmente muito bom ver que Milan Kundera, depois de dez anos sem publicar livros de ficção, still got it. O espaço de tempo decorrido desde sua última publicação, como é de praxe, foi sendo preenchido por um conjunto de … Leia mais

Os ásperos e sensíveis sonhos de trem

A literatura encerra muitas propriedades, artifícios e situações curiosos. Ainda há pouco escrevi aqui no Posfácio a respeito da literatura de Louis-Ferdinand Céline, escritor francês que realizou a curiosa e triste proeza de, após ter criado uma espetacular obra como … Leia mais

Vitor Ramil e a literatura gramatical

Espero que encontre eco nos leitores deste texto a minha confissão: apesar de adorar ler desde que me lembro, eu não gostava de gramática. Sinto a necessidade de precisar: em meus tempos de colégio, não conseguia gostar de gramática. Embora … Leia mais

F, por X

Títulos não convencionais costumam me chamar a atenção quando vou a uma biblioteca, um sebo ou uma livraria, tanto que é razoavelmente comum que resolva ler um livro “somente” por causa do título. Não que isso seja uma grande coisa, … Leia mais

Knåusgard, por ele mesmo

A expectativa é, muitas vezes, mais um combustível para a decepção do que um antegozo – daí, inclusive, que derivam boa parte dos conselhos sobre aproveitar o caminho tanto quanto (ou mais) do que o destino. Minha leitura de Um outro … Leia mais

As leis (da transposição) da fronteira, por Javier Cercas

Em praticamente todos os eventos acadêmicos de que participei e que contavam com a presença de pesquisadores do campo da História e do campo de Letras, a problemática por excelência é o possível diálogo entre os dois campos do saber. … Leia mais

Pequenas escrituras de Raduan Nassar

Olhando para aquilo que Raduan Nassar produziu no período em que se dedicou à literatura, não é possível deixar de lamentar – respeitosamente – sua decisão de não mais escrever. Depois de ter nos presenteado com os terrivelmente belos Um copo de … Leia mais

A arcaica lavoura de Nassar

Uma impressão similar à que tive ao ler Um copo de cólera tive também ao ler Lavoura arcaica: a narrativa de Nassar a todo o tempo parecia me remeter à prosa rascante de Franz Kafka. Essa percepção, sobre a qual … Leia mais