A beleza outonal de García Márquez

Quando Memórias de minhas putas tristes foi publicado, em 2004, se desencadeou um verdadeiro frenesi nas ruas da capital colombiana. Tem-se notícia que antes mesmo da publicação oficial, circulava uma versão pirata pelas ruas de Bogotá, uma que continha menos … Leia mais

As vicissitudes religiosas de François Mauriac

A fé religiosa pode ser um combustível catártico ímpar, forçando os limites filosóficos e dramáticos da escrita e da imaginação, participando, assim, como uma força verdadeiramente construtiva da literatura. Apesar dos propósitos proselitistas que costumam assolar a fé nas letras, … Leia mais

Robinson Crusoé, de Daniel Defoe

Dando sequência ao especial “Mês dos clássicos”, debrucemo-nos hoje sobre uma obra que é tida como uma das pioneiras do romance moderno: Robinson Crusoé, do escritor inglês Daniel Defoe (1660-1731). O livro, publicado em 1719, encontra-se naquele conjunto de obras … Leia mais

Das indulgências com Kundera

Nas resenhas em que falei sobre livros de Milan Kundera, o tom elogioso sempre se sobressaiu na análise, e devo dizer que minhas experiências de leitura do escritor tcheco costumam ser prazerosas – embora não num sentido tradicional de prazer. O … Leia mais

Herberto Helder se foi, mas fica

“Se um dia destes parar não sei se não morro logo” é o começo de um dos poemas do último livro de Herberto Helder, falecido nesta segunda-feira, em Cascais, Portugal. Com certeza, foi dos escritores mais prolíficos e valiosos da … Leia mais

Impressões sobre a poesia de W. H. Auden

O britânico W. H. Auden é sempre referido como um dos grandes nomes da poesia do século XX, porém acredito ser desconhecido ainda em terras brasileiras. O motivo é o mesmo pelo qual a maioria dos autores não é lido … Leia mais

Paradiso latino-americano

Cotejar uma obra literária que é tida como a maior expressão do barroco latino-americano é uma tarefa que exige um fôlego de análise distinto, pois faz-se necessário ir além daquilo que caracteriza o barroco “somente” enquanto expressão estética. É preciso … Leia mais

A dama do lago e seu caval(h)eiro

Em uma resenha anterior, na qual falei sobre O longo adeus, comentei que Philip Marlowe é um dos detetives mais conhecidos da literatura e, também, que seu método de investigação, no que concerne a entrevistar os suspeitos, talvez seja sua … Leia mais

O longo adeus e as credenciais de Marlowe

É interessante notar como o romance policial (o romance detetivesco, de mistério ou de investigação) tem sido responsável pela criação de uma galeria de personagens antológicos. O mais conhecido deles é certamente Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle. Mas podemos … Leia mais

Às avessas (e às direitas também)

Joris-Karl Huysmans não se tornou um escritor controverso, polêmico e celebrado à toa. Verdade seja dita, ele causou um baque estrondoso ao se chocar contra o solo, as questões e as certezas da literatura francesa do final do século XIX. … Leia mais

Etgar Keret, a contemporaneidade e a ficção

A literatura israelense, assim como sua cultura e política, esteve constantemente marcada pela preocupação com os conflitos que marcam essa região e o espinhoso histórico que os circunda. Na contemporaneidade, por exemplo, um dos grandes escritores israelenses – que, aliás, … Leia mais

Um artista às avessas

Há muitos livros que, apesar de uma acolhida intensa por parte do público em um primeiro momento, logo depois caem no esquecimento ou não vão muito além das terras onde foram lançados. Infelizmente, acredito ser este o caso de Às … Leia mais