Por falar na copa

em 15 de abril de 2014

Na última copa do mundo 1 foi a mesma coisa de todas as outras que eu lembro.

Comprei o álbum oficial de figurinhas de jogadores das mais diversas seleções. Como sempre, sobraram mutas repetidas, além dos espaços reservados aos números que ninguém tinha pra trocar. Quem tem saco de ligar pra Panini e encomendar as que faltam?

Um amigo meu eu sei que tem. Nem se dá ao trabalho de comprar pacote algum: já liga e encomenda tudo de uma vez. Sempre tá com o álbum completinho. Eu o acho um trapaceiro. Tenho certeza que ele usa manhas no Age of Empires, também, o putinho. Pra mim, álbum da copa só é legal quando todo preenchido com garra e a gente pode contar como conseguiu cada figurinha rara. O que ainda não aconteceu comigo.

Nem acho que vá acontecer, porque esse ano eu não compro o maldito. Tá, tomei essa decisão, mas tenta adivinhar o que encontro na grama, na frente da minha casa? Uma revista vermelha. “Será que meu pai assinou a Superinteressante de volta? Quando peguei, vi que era o álbum. No lugar do código de barras, uma palavra: PROMOCIONAL. Talvez a capa não seja tão boa quanto à da versão vendida nas bancas, mas é o álbum oficial. E na faixa. Malditos publicitários.

Enfim, só tenho dúvidas agora. Uma mais direta: “Quanto será que tá o pacote com cinco figurinhas?” A outra é mais filosófica: “Será que dessa vez eu completo o álbum?”

copa

Três hashtags sobre o tema:

* #nãovaitercopa
* #vaitercopasim
* #gigioarrasanoestatiquês (entenda o porquê na nota de rodapé, nas palavras de Vanessa Barbara (ia linkar o post original, mas precisaria ser amigo dela pra conseguir ver) 2)

  1. Detalhe: esta crônica foi mesmo escrita na última copa do mundo. Sei lá o que deu – acho que o povo não se interessou pelo álbum – e ele começou a ser distribuído gratuitamente. Comprou uma melancia? Pega aqui um álbum também. Pediu um maço de cigarros? Leva junto um álbum. Não sei se continua assim este ano. Talvez o maior interesse nesse texto seja: os meus cabelos continuam os mesmos, mas, o meu jeito de escrever, quanta diferença. Juro: não ajeitei nada, tá do mesmo jeitinho que foi escrito para uma oficina de crônicas em 2010. Não faço ideia de quem seja o narrador disso aqui.
  2. Juro que não fui eu (claro que não), mas alguém que eu conheço e que tem um pendor matemático quase patológico andou calculando as estimativas de quantas figurinhas você deve comprar antes de conseguir as que você precisa. Pra conseguir 100 diferentes: precisa comprar/olhar 108. Pra ter 200: 240. Pra 300: 410. Pra 400: 640. Pra 500: 995. Pra 600: 1760. Pra 640 (completar): 3400. “Por isso a Panini permite que as pessoas peçam as últimas 40, leva mais ou menos o mesmo tempo pra conseguir essas que todas as outras”, afirma o rapaz. “Então, se alguém compra umas 800, pra chegar a 600 diferentes precisa ainda conferir mais umas 1000. Se cada amigo ou conhecido possui em torno de 50 repetidas, são mais 20 pessoas com quem negociar.” Fica a reflexão.

6 comentários para “Por falar na copa

  1. E sabe o que é mais engraçado Tuca? Agora eles vendem pacotinhos pré-prontos (com 10 pacotes dentro).
    Daí depois você volta na mesma banca e compra outra série de 10 pacotinhos e vem váaaaaaarios pacotinhos repetidos!
    Não era assim… aliás, meu primeiro álbum era aqueles de colar com cola mesmo! Rsrsrsrsrs. Logo vieram as auto-adesivas.
    Hoje tenho uma filha de 5 e estou matando as saudades dessa época.
    O que eu achei legal do álbum dessa copa, é que traz novamente pras crianças pequenas esse lance de álbum, figurinha e cia. Muitas delas não tinham visto coisas como trocar figurinhas, bater bafo, etc.
    Aqui em SP tem até bancas promovendo horários pras crianças se encontrarem.
    Bateu saudades! Nóstálgica, eu? Não……….. KKKK.

    Abraços e beijinhos!

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