Posfácio na IX Fliporto – O jogo da vida e do amor

O clássico seria prestigiar Ana Maria Machado. O cult seria assistir a uma entrevista de Zygmunt Bauman. Mas como a cobertura posfaciana da Fliporto estava num clima “gente como a gente”, decidi que seria de bom tom comparecer à última mesa do Congresso Literário do sábado, terceiro dia do evento. Nela, Maitê Proença e Francisco Azevedo foram chamados para conversar sobre o tema “O jogo da vida e do amor: as crônicas e as narrativas do que somos e sonhamos”. O nome da atriz e escritora pareceu atrair o público: segundo a assessoria de imprensa da Festa, em informativo que ressalta o recorde de público do evento, 1 a mesa em questão foi um dos destaques no quesito ocupação de cadeiras, ao lado de Pilar del Río e Laurentino Gomes. Leia mais

  1. A Fliporto conta com uma programação paralela ao Congresso Literário com tantas opções que eu não daria conta de conferir sozinho

O chorão de palestra

Como nunca é demais citar Vanessa Barbara, abro esta coluna com um parágrafo escrito por ela: Leia mais

Posfácio na IX Fliporto – Literatura: qual é o jogo?

E a cobertura posfaciana da Fliporto se inicia já no segundo dia do evento. No dia inaugural, a conferência de abertura com Pilar del Río, essa fofa que já nos concedeu uma entrevista bastante visitada, foi devidamente trocada por outra coisa iniciada com P: Porto de Galinhas. Como não só de literatura vive o homem e como mais interessante deve ser ler Saramago do que ouvir a esposa dele, creio que foi uma troca justa.

Às 14h dessa sexta-feira, 15 de novembro de 2013, iniciou-se o papo do Congresso Literário da Fliporto com os escritores Robert Löhr e Ignacio del Valle e o tradutor e ficcionista Ioram Melcer, com mediação de Cristhiano Aguiar – sim, aquele da famigerada edição da Granta dedicada aos melhores jovens escritores brasileiros (o conto dele, “Teresa”, foi debatido por este portentoso veículo de comunicação). O tema da conversa (a saber, “Literatura: qual é o jogo? De Julio Cortázar ao jogo de xadrez e do romance policial ao que vier na memória”) interessou-me e foi assim que decidi cair de paraquedas justo nesse horário, uma vez que não conhecia a obra de nenhum deles. 1 Ignacio del Valle pareceu-me ser o equivalente da Fliporto do que foi o Laurent Binet na Flip deste ano, com seu protagonista contraditório (um anti-herói, como sói à literatura contemporânea), com a presença de Hitler, com seu desejo de fazer uma história da violência. Robert Löhr, por sua vez, ainda que tenha falado relativamente pouco sobre A máquina de xadrez, 2 conseguiu fazer com que eu pesquisasse se seu livro está disponível na biblioteca pública que frequento. 3 Leia mais

  1. Aparentemente não há tradução brasileira para del Valle, muito menos para Melcer, mais conhecido por seu trabalho de tradução para o hebraico do Jogo da amarelinha do Cortázar, cuja publicação foi qualificada como “o evento cultural mais importante de Israel em 2013”. Já Löhr teve seus A máquina de xadrez e A manobra do rei dos elfos, publicados pela Record.
  2. Que deve ter sido muito bem vendido, haja vista ter sido republicado em uma edição de bolso, sempre um bom indicativo do sucesso de vendas.
  3. Tem! Yey!