O Tribunal da Quinta Feira, de Michel Laub

Em O Animal Agonizante, de Philip Roth, David Kepesh, após ouvir o tortuoso relato de traição de seu filho e das culpas daí derivadas, o diagnostica: “a virtude é uma perversão como qualquer outra”. Embora Kepesh seja um personagem menos que exemplar, … Leia mais

Lugares que já não são

Se existem duas coisas que me fazem sair do caminho, mudar planos, me enfiar em lugares esquisitos, essas coisas são cemitérios e ruínas. Que são, parando para pensar, dois lados da mesma coisa. Eu ainda me lembro da quebrada assustadora … Leia mais

Crítica: A Bruxa

Fazer um filme de gênero é filmar dentro das expectativas. Um gênero é, na verdade, exatamente isso: um quadro de expectativas dentro do qual se pode encaixar um filme. A questão é que um filme dentro demais das expectativas perde … Leia mais

Roth Libertado: o escritor, os livros e as identidades

Ouvimos que não se deve julgar um livro pela capa. Ouvimos também que não se deve julgar a pessoa de um escritor pela sua obra. Barthes afirma que cada vez mais a pessoa do escritor, com sua história pessoal, deixa … Leia mais

Crítica: Homem Irracional

Woody Allen é possivelmente o maior obsessivo da história do cinema. Ao longo de cinquenta anos de carreira, em um ritmo de um filme por ano, o diretor trabalhou os mesmos temas repetidamente, tentando investigar as implicações das questões que … Leia mais

Crítica: Enquanto Somos Jovens

Noah Baumbach é um cineasta das crises. Das pequenas crises, inevitáveis, universais, humanas. Seu primeiro filme a alcançar notoriedade, A Lula e a Baleia, falava de uma família lidando com o divórcio. Não um divórcio com grandes traumas e reviravoltas, … Leia mais

O Vermelho e o Negro, de Stendhal

Seguindo com o mês dos clássicos, chegamos a uma narrativa que, de forma consciente, propõe-se a ser o tratado de uma época. Quando foi publicado, O vermelho e o negro trazia o seguinte subtítulo: “crônica do século XIX”, substituído posteriormente … Leia mais

“Viva a Música!”: urgência e vazio

Andrés Caicedo nasceu em Cali, na Colômbia, em 1951, e se matou na mesma cidade em março de 1977. Foi dramaturgo, organizador de cineclubes e escritor. Com seu suicídio prematuro, sua figura marginal e uma literatura extremamente fincada nas vozes … Leia mais

A grande busca existencial (ou não) por cigarros

Há sempre um momento na vida em que você reavalia suas escolhas. Como cheguei aqui? É esse o caminho que quero seguir? É mesmo isso que eu desejo para minha existência? Claro, isso pode acontecer em experiências de quase morte, … Leia mais

Crítica: O Sal da Terra

À primeira vista, há algo de  curioso na forma aparentemente fluida com que Wim Wenders transita entre a ficção e o documentário: sua ficção é pouco realista, de narrativas soltas, planos longos, tempos esticados e estética rebuscada. Todos os recursos … Leia mais

O livro da gramática isralense

Aharon, o protagonista de O livro da gramática interior, tem doze anos e vive em Jerusalém. Aos doze anos, é como se o chão sob seus pés começasse a mudar, a tornar-se mais fluido, menos seguro. Todo o universo com … Leia mais

Tempos Difíceis

É muito provável que nenhum escritor tenha criado um acervo tão grande de histórias tristes e personagens detestáveis quanto Charles Dickens. Antes de abrir um livro dele é preciso se preparar para órfãos mal tratados, amores trágicos e a certeza … Leia mais