Anos-Luz Depois: Sete pecados capitais (parte 2)

Mês passado, na minha última coluna, eu comecei a relacionar os sete pecados capitais com os diferentes tipos de leitores, mostrando como carregar cada um deles pode mudar uma leitura. Comentei sobre a preguiça, a gula e a avareza. A intenção desse artigo não era (e nem é agora) tentar “purificar” o leitor, mas sim pensar de forma reflexiva sobre vícios e atitudes que podemos ter no cotidiano que, se não ficarmos atentos, podem nos fazer perder uma boa leitura, ou o prazer de ler.

Sendo assim, agora pretendo falar um pouco sobre a ira, a inveja, a soberba e a luxúria. O primeiro deles talvez seja o mais fácil de explicar: Ira é um sentimento intenso de raiva e rancor que atinge o psicológico e pode causar até mesmo momentos de descontrole.

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Anos-Luz Depois: Sete pecados capitais

Há algum tempo atrás, eu acompanhei fielmente no site The Script Lab, uma série de posts  do Randal Stevens sobre os sete pecados capitais na hora de escrever um roteiro, ou melhor dizendo, como a existência de cada um deles pode se tornar um problema para um roteirista. Todo artigo começava do mesmo jeito: “Séculos atrás, algum cara que viveu sozinho no deserto criou os sete pecados capitais para justificar sua importância na Igreja. Agora, eu resolvi criar as consequências dos sete pecados capitais para justificar (talvez futilmente) minha importância nesse blog. As conseqüências dos sete pecados capitais são iguais aos pecados, apenas com a diferença que elas não são ações, mas sim reações”.

Os textos falavam sobre algumas regras, detalhes e cuidados que o roteirista deve ter, mas o que tornava a leitura interessante era o fato do Stevens usar uma escrita muito bem humorada, sem ser didático e muito menos empregar regras autoritárias. Quando me deparava com esses artigos, era o meu momento de relaxar e rir das situações que um roteirista passa. Aliás, não só o roteirista, mas eu passei a sentir que esses pecados também perseguiam os autores de outros formatos e leitores em geral. Fiquei muito tempo pensando sobre isso e eis que, Anos-Luz Depois, quero dividir essas divagações com vocês para justificar (talvez futilmente) a importância dessa coluna. A ideia aqui é focar o assunto no universo do leitor com alguns desses pecados.

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Anos-Luz Depois (In-Edit 2011, documentário e CineSESC)

Quando me mudei pra São Paulo, um dos primeiros lugares que passei a freqüentar foi o CineSESC, situado na Rua Augusta. Por lá, assisti muitos filmes cults de raríssimas exibições (e, acredite, me sentia mais inteligente depois de vê-los), fiz alguns cursos básicos de cinema, assisti palestras, conheci pessoas que viraram amigos, além de usar o lugar pra jantar, já que ele ficava há praticamente um quarteirão da minha casa e vendia salgadinhos ótimos e baratos. Durante esses 3 anos de vida na capital, criei um carinho muito grande por esse lugar.

Lembro que um dos primeiros cursos que fiz no CineSESC foi sobre Cinema Documentário. Antes disso, confesso que me interessava muito pouco pelo assunto, aliás, nem sei direito que tipo de impulso me fez ir parar nesse curso. Sempre fui uma pessoa voltada pra ficção quando o assunto era cinema, a arte visual para  as batalhas intergalácticas, animação, dramas psicológicos e guerras épicas.

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Anos-Luz Depois (Sobre sonhos, fantasmas e padarias)

Padaria é um negócio meio melancólico, se você for parar pra pensar. Bom, pelo menos é na minha vida depois que eu li os textos da Nina Horta. Pra quem não sabe, a autora escreve pra Folha, semanalmente, sobre gastronomia, e tem dois livros publicados com suas crônicas. Há alguns anos-luz atrás, eu li o livro “Não é Sopa” e uma das crônicas me chamou a atenção. E é por causa dela que chegamos a esse momento dramático em que as padarias se tornaram melancólicas e isso virou assunto na minha coluna.

No texto em questão, “Comedores solitários e suas batatas”, ela fala sobre pessoas que comem sozinhas em restaurantes e, por acharem que todos aqueles acompanhados estão lá felizes e reparando na solidão alheia, desviam seus olhares para livros, criando um mundinho particular entre um ser e suas leituras compulsivas. Balcão de temakeria também vira espetáculo pros solitários, que podem assistir o preparo da comida. Enfim, eu, que tomo café da manhã quase todos os dias sozinha e sempre peço dois pães franceses a noite pra levar pra casa (e faço isso só porque toda vez que peço um pão, recebo de brinde um olhar de dó da vendedora, como se eu fosse a pessoa mais solitária da da face da Terra) acabei por me identificar com a crônica dos sozinhos.

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Anos-Luz Depois – Campo de Invisibilidade

Durante dias e algumas semanas eu fiquei pensando no que colocar na minha coluna de estreia aqui no Meia Palavra. Ideias e mais ideias anotadas nos lugares mais bizarros, tudo pra tentar fazer um bom texto de apresentação, porque, afinal, essa é a oportunidade de mostrar um pouquinho da cara de cada autor que faz parte do blog. Ironicamente, Anos-Luz depois de uma parte da equipe ter feito sua coluna, chegou a minha vez.

O objetivo aqui é falar sobre epifanias que acontecem algum tempo depois de você ler, ouvir ou ver algum livro, música ou filme. “A arte altera a percepção” já diria Alguém ((alguém que eu não lembro e não encontro fonte segura em lugar nenhum)) e, através dela, a realidade ganha uma nova forma, por vezes até com uma certa ironia ou humor escondido, ou, em extremos, até um pouco de drama a mais.

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