Roger Rocha Moreira é paulistano e idealizador, compositor, guitarrista e vocalista da banda Ultraje a Rigor. Banda conhecida pela irreverência de suas letras e os hits Nós Vamos Invadir Sua Praia, Inútil, Giselda, Nada a Declarar, entre outros. Roger é sócio da Mensa Internacional, uma sociedade que reúne pessoas com Q.I. elevado. Agora você confere o que ele respondeu nas 10 Perguntas e meia.

1. Vamos falar de política? Insultos, debates apáticos, etc. Qual a sua posição quantos aos candidatos ao governo?

Eu preferia Serra por uma série de motivos. Por ser evidentemente mais preparado e para evitar um controle quase hegemônico do PT principalmente. Mas acho que a solução para nosso povo tem que ser uma mudança de mentalidade. Cultura, educação e informação. É difícil.

2. Televisão: forma, informa ou deforma?

Da mesma forma, depende do telespectador. A televisão é um reflexo do que o povo quer assistir e não o contrário. Cada um faz dela o que consegue fazer…

3. O que você acha do rock colorido dos últimos tempos?

Pelo menos é alegre, como deve ser. É certamente direcionado para um publico muito mais jovem, quase infantil mesmo.

4. Você ouve muitas coisas novas? Já pensou em produzir ou lançar uma banda?

Ouço sim, para me informar. Já produzi o Korzus e os Garotos Podres, a convite. Posso produzir mais tarde, quem sabe? Mas não me interessa por enquanto.

5. As letras do Ultraje são bem irreverentes e contém críticas sobre política, sociedade brasileira, etc. Você acha que com bom humor é mais fácil criticar?

Não se trata de achar mais fácil, é como eu sou. Acho difícil levar a vida a sério, especialmente no Brasil.

6. O que a Mensa faz exatamente? E o que você faz exatamente nela?

Nada e nada. A Mensa é uma sociedade com o fim de estimular e apoiar a inteligência. Eu esperava que fosse mais, mas não é. Ajudei na implantação da Mensa no Brasil, com conteúdo para o site e na divulgação. Gostaria que ela fosse mais atuante na sociedade mas, por incrível que pareça, ter o QI alto gera mais preconceito que aceitação.

7. E esse negócio todo de QI alto vale para alguma coisa?

Certamente. Aprendemos mais fácilmente. Mas, como eu já disse, aqui no Brasil bom é ser ruim. Fazer sucesso, ser inteligente, honesto, bem sucedido, tudo isso é mais motivo de inveja do que exemplo.

8. Qual seu que livro favorito? Por que?

Não tenho um. Gosto de ler tudo, gosto de conhecimento, mas não tenho paciência para ler livros. Embora tenha, é claro, lido muitos.

9. O Ultraje colocou músicas disponíveis na internet. Esse é um caminho natural na indústria fonográfica ou só um caminho para bandas que procuram gravadoras?

As gravadoras terão que se adaptar. É um caminho natural que nós poderíamos ter trilhado se tivesse internet quando começamos. Mas a conquista do público ainda depende de conquistá-los ao vivo. E a internet ainda não consegue superar a TV. Mas é uma questão de tempo.

10. E os direitos autorais? Dá para viver com eles e manter uma estabilidade?

Sim, se vc tiver muitas musicas de sucesso. Mas um show ainda rende muito mais.

10 1/2 “só para garantir essa entrevista eu vou…” deixar o endereço do site do Ultraje e o Twitter: www.ultraje.com e @roxmo (Roger), @marcoskleine (Kleine),@mingaubass (Mingau), @organicarock (Bacalhau) e @ricajunior (Ricardinho).