A Flip fora da Flip

A Flip é muito mais que a Flip. Além das dezenas de mesas oficiais, encontros com autores e filas de autógrafo, a Festa de Paraty abraça toda a (pequenina) cidade e em cada viela, em cada casebre, ao longo de todo o dia, várias atividades interessantes acontecem, reunindo pelo menos uma dúzia de pessoas no circuito paralelo que já se tornou tradicional, a OffFlip.

Para quem visita Paraty na semana da Festa, recomenda-se que entre uma mesa e outra reserve um tempo para conferir a programação à parte, com eventos tão bons quanto os das disputadas mesas da Tenda dos Autores e com o benefício de ser, além de mais intimista, na maioria das vezes também gratuitos. Leia mais

Show de Gilberto Gil: Política, protestos e som

Após uma viagem intensa e longa de seis horas para chegar em Paraty, o primeiro dia de FLIP começou para nós com o show de Gilberto Gil – o artista a se apresentar no debut da festa literária onze anos atrás.

Programado para as 21h30, o cantor e compositor baiano subiu ao palco após a apresentação musical de Luiz Perequê e pronunciamentos da idealizadora da Flip, Liz Calder, e do Prefeito de Paraty, Cazé, salientando a importância da festa para a formação de leitores na cidade. Leia mais

Que isto lhe sirva de lição

A expressão do título é muito boa para ser enunciada após uma boa bronca. Minha avó e minha mãe adoravam usá-la após um sermão gigantesco sobre consequências dos meus atos. Claro que essa simples sentença vale para outras besteiras realizadas ao longo da vida, como encher a cara sem comer nada ou tentar cobrir um evento como a Flip sem se planejar corretamente. Digo isso pela experiência vivida no décimo aniversário da Festa, ano passado, em Paraty.  Leia mais

Flip 2013 – Trechos aperitivos

A Flip 2013 ocorrerá do dia 3 ao dia 7 de julho na cidade de Paraty – RJ. A programação já foi divulgada na íntegra, assim como os autores e demais atrações que tomarão o centro histórico da cidade.

Nossa equipe estará presente na festa desde o seu primeiro dia. Fiquem ligados nos posts especiais, resenhas e demais artigos relacionados a um dos eventos mais esperados pelos amantes da literatura.

Como informamos anteriormente nos nossos links diários, a Companhia das Letras lançou um ebook aperitivo de vários lançamentos e livros dos autores que estarão na festa. O melhor de tudo: é de graça. Leia mais

A Folie Baudelaire (Roberto Calasso)

Modernidade. Um daqueles conceitos tentaculosos que se multiplicam e se repartem quanto mais os estudamos. O que se pode fazer com segurança, e apenas de maneira ainda vaga, é certa delimitação histórica, pode-se dizer que uma espécie de modernidade, aquela mais estudada, se manifestou em meados do século XIX. A partir daí, desconfiaria de qualquer um que pretendesse uma definição precisa. Charlatães. Os guias mais confiáveis são como Roberto Calasso em A Folie Baudelaire, eles expõem autores variados, exploram diversos meios, pintura, literatura, revelam pequenos artifícios, sugerem, insinuam e abrem espaço para que construamos nossa própria experiência.

Tive há algum tempo outro desses guias no Prof. Fabbrini [1], cujas aulas pude acompanhar durante um semestre, e das quais, se já não tivesse nenhuma outra lembrança, reteria ao menos estas três sílabas que ressoavam com frequência em classe: Bau-de-laire.
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Barba ensopada de sangue

Ao terminar a leitura de Barba ensopada de sangue me veio a cabeça os clássicos westerns de Sergio Leone. O diretor italiano montava quadros inesquecíveis, não apenas cenas ou sequências, quadros com detalhes ricos que vão de uma goteira a uma mosca. Basta o espectador pausar durante as cenas iniciais de Era Uma Vez no Oeste e entenderá exatamente. Alguns desses detalhes não fazem parte da narrativa principal, mas são explorados pelo cineasta sem necessitar de um movimento de câmera, um corte, um zoom. O mesmo acontece com o último livro de Daniel Galera: as descrições são precisas e sem grandes floreios, ao contrário do que acontece em algumas narrativas de fantasia, que só para ilustrar fielmente uma pedra, uma onda ou o movimento das marés exageram em parágrafos longos e redundantes. O talento narrativo do escritor é abusar de um ritmo cadenciado e do coloquialismo para visualizações rápidas e familiares de paisagens, sons e pessoas sem perder os… detalhes.

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HHhH (Laurent Binet)

Cada leitor é, quando lê, o leitor de si mesmo. A obra do escritor não é senão uma espécie de instrumento óptico que ele oferece ao leitor a fim de lhe permitir discernir aquilo que, sem aquele livro, ele talvez não pudesse ver sozinho.”

Quem escreveu isso foi Proust, mas entrei em contato com essas palavras através de Milan Kundera, em seu ensaio A cortina. Se não me engano – não procurei bem, é verdade, mas não encontrei a citação exata – é nesse mesmo livro que Kundera revolta-se contra as definições da literatura em termos nacionais: o acaso de nascer em certas coordenadas geográficas, e aprender a comunicar-se em uma determinada língua não deve ser o determinante maior de um escritor, pois o que interessa mais é a experiência humana. Leia mais

Especial F. Scott Fitzgerald (1896-1940)

Francis Scott Fitzgerald nasceu em 24 de setembro de 1896 em Saint Paul, Minnesota. Considerado um dos maiores escritores norte-americanos do século XX, Fitzgerald retratava em seus livros o espírito de sua época, principalmente os anos 1920, quando começou sua carreira literária, a chamada Era do Jazz. Seu mais famoso romance, porém, foi publicado quando já morava com sua esposa em Paris em 1925, O grande Gatsby, livro em que mostrava a suntuosidade dos novos ricos de Nova York antes da grande quebra da bolsa. Voltando para os Estados Unidos, Fitzgerald trabalhou como roteirista cinematográfico. Faleceu em Hollywood em 1940.

 

Resenhas

Seis Contos da Era do Jazz e outras Histórias (F.Scott Fitzgerald) – Parte I

Seis Contos da Era do Jazz e outras histórias (F. Scott Fitzgerald) – Parte II

Seis Contos da Era do Jazz e outras histórias (F. Scott Fitzgerald) – Parte III

O grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald)

O Grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald)

Os Belos e os Malditos (F. Scott Fitzgerald)

24 Contos de F. Scott Fitzgerald

O Diamante do tamanho do Ritz e outros contos (F. Scott Fitzgerald)

Suave é a Noite (F. Scott Fitzgerald)

 

Artigos

Para ler e assistir – O Grande Gatsby e Boardwalk Empire

Especial Julio Cortázar (1914-1984)

Julio Florencio Cortázar nasceu em Bruxelas em 26 de agosto de 1914. Aos quatro anos de idade seus pais voltaram à sua terra natal, Argentina, onde viveu em Banfield. O escritor partiu para Paris aos 37 anos por não concordar com a ditadura argentina, e lá viveu até sua morte, em 1984, de leucemia. Lá trabalhou por muitos anos como tradutor da Unesco, traduziu autores como Edgar Alan Poe, Defoe e Marguerite Yourcenar, e apesar de já ter publicado contos na Argentina, foi onde passou a publicar profissionalmente. Entre seus livros mais conhecidos está O jogo da amarelinha, e seus contos geralmente são comparados aos de Poe e Jorge Luis Borges. Nos últimos anos de vida, se envolveu em questões políticas latino-americanas, militando contra governos ditatoriais.

Resenhas

O jogo da amarelinha

Histórias de Cronópios e de famas

A volta ao dia em 80 mundos

Papéis inesperados

As armas secretas

Todos os fogos o fogo

Octaedro

Todos os fogos o fogo

Salvo el crepúsculo

Especial Oscar Wilde (1854-1900)

Oscar Fingall O’Flahertie Wills, ou na cultura popular Oscar Wilde, nasceu em Dublin, Irlanda, em 16 de outubro de 1854. O filho do meio de uma família protestante. Mudou-se para Londres em 1878, onde ganhou a fama de extravagante devido a vida bem social que levava – o que o levaria a prisão e trabalhos forçados ano mais tarde por cometer atos “imorais” com rapazes. Em 1892 trabalha incessantemente em dramaturgia com trabalhos como A importância de ser prudente, Um marido ideal e A Mulher Sem Importância. Um ano antes escreveria aquele que seria se único romance, e trabalho mais famoso, O retrato de Dorian Gray – considerado por muitos estudiosos o grande clássico da língua inglesa. Morreu em 1900 e dizem algumas lendas pela Irlanda que sua última frase, no leito de morte, foi: “Ou saem as cortinas, ou eu saio” (“Either those curtains go or I do”).

Confira agora tudo o que publicamos sobre esse controverso escritor.

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Especial Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900)

Nascido em família luterana, no dia 15 de outubro de 1844, Friedrich Wilhelm Nietzsche pensou em ser pastor até o dia em que rejeitou a fé, a religiosidade e crença. O afastamento conclusivo veio quando começou a estudar filósofos gregos do período pré-socrático e a leitura de O mundo como vontade e representação, de Arthur Schopenhauer. Sempre afirmando ser um autor póstumo, Nietzsche colecionou diversas excentricidades e lendas sobre sua persona – inclusive a doença que afetou o trabalho como professor e acabara por sucumbir em 1900 às portas do século que viria a estuda-lo. Entre suas obras mais conhecidas estão: Assim falou Zaratustra, A gaia ciência, Ecco Homo e Humano Demasiado Humano.

Veja o que publicamos dele:

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Especial William Faulkner (1897 – 1962)

William Cuthbert Faulkner, ou simplesmente William Faulkner, nasceu em 25 de setembro de 1897 e é considerado um dos maiores escritores estadunidenses do século passado. Sua obra é considerada por muitos como desafiadora. Muitos estudiosos a separam em três períodos distintos, sendo o segundo um dos mais conhecidos e consagrados. Laureado com o Nobel de Literatura em 1949, tem em seu currículo obras consagradas como Sartoris, Santuário, Os Desgarrados, Palmeiras Selvagens, O Som e a Fúria, Uma Fábula, e também mais de 10 livros de contos, sete de poesia e um infantil. A obra de Faulkner ficou marcada pela utilização da técnica do fluxo de consciência e pela narração da decadência do sul dos E.U.A. Como muitos escritores de sua época, arriscou-se como roteirista em Hollywood em quatro filmes do famoso diretor Howard Hawks.

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