Um pequeno Finn de Joyce

Nos últimos tempos, no Brasil, felizmente acompanhamos uma retomada feroz de leituras da obra de James Joyce. Em parte, trata-se de um fenômeno social derivado do campo jurídico: a obra do autor irlandês entrou em domínio público em 2012, o … Leia mais

A arte francesa da guerra e da paz

Todos que leram 1984 devem se lembrar de um dos lemas do Partido: “guerra é paz”. George Orwell, diante da ascensão dos totalitarismos do século XX, seguia aquilo que vinha sendo dito desde o século XIX por muitos acerca da … Leia mais

Fragmentos de uma paixão por inteiro

Diria, se não conhecesse o livro, que A paixão é o título de um romance açucarado, daqueles de banca de jornal destinado às boas moças casamenteiras. Imagino um livro no qual se conta a história de uma mulher jovem que … Leia mais

Me segura qu’eu vou te falar do Waly

É estranho alguém dizer que apenas leu Waly Salomão, não é? A impressão é que o poeta baiano parece ser poeta até mesmo fora dos livros. Pessoalmente, conheci Waly primeiro pelo nome, sempre citado como exemplo desse termo guarda-chuva que … Leia mais

A impressão da geração

Sempre achei engraçada a noção de geração. Nunca me fez muito sentido, ao menos quando era mais jovem. Agora, a própria necessidade de, com 25 anos a completar neste mês, me situar em relação aos outros mais velhos e mais … Leia mais

Uma casa na escuridão: romance gótico?

Sempre nos referimos, hoje em dia, a alguém como “gótico” quando se veste com roupas pretas e cultiva gostos ou hábitos que parecem macabros ou profanos de algum modo. Além de, claro, gostar do que chamamos de gótico musicalmente, sendo … Leia mais

F de ficção, de fixação, de formação

Desde os tempos de escola, diz-se que ficção é, acima de tudo, uma narrativa de algo não verdadeiro. Geralmente quando lemos, portanto, uma obra ficcional, há a consciência de que estamos diante de algo que não aconteceu de fato, a … Leia mais

Em busca da poesia da estabilidade

É engraçado imaginar o que vamos pensar quando ficarmos mais velhos, tanto para jovens quanto para idosos. Acredito que grandes mudanças não acontecem só entre os 20 e os 50 anos, mas também entre os 60 e os 80, por … Leia mais

O mexicano, ou como estar de frente para o outro e não se ver

A princípio, pessoalmente, O labirinto da solidão (1950), livro de ensaios de Octavio Paz (1914-1998), me lembrou muito da proposta – bem como do livro como execução – de A conquista da América (1982), de Tzvetan Todorov. Em ambos os … Leia mais

A abertura da vida pelos anjos da morte de Rilke

É incrível perceber como o poeta austro-húngaro Rainer Maria Rilke (1875-1926), apesar de ter nascido em Praga e ser falante de língua alemã assim como Franz Kafka, demonstra a variedade cultural na qual estava inserido por ser tão distinto literariamente … Leia mais

Uma geração à procura de seus camaradas

Para nós, brasileiros, ocidentais, sul-americanos, o fim da década de 1980 foi um marco histórico pelo esvaziamento da Guerra Fria, devido essencialmente à desintegração progressiva da União Soviética, que levou ao aparente fim do socialismo no mundo. É claro que … Leia mais

Quem vence o Jogo do Dia da Mentira?

Hoje, 1º de abril, somos lembrados dos 50 anos do Golpe de 1964. Digo que “somos lembrados” porque, infelizmente, a maioria não pensa nesse dia desse modo com facilidade. É engraçado perceber como desde a escola parece que somos estimulados … Leia mais