A morte do inimigo

Pode soar um tanto paradoxal escrever isso aqui, mas tenho certo problema com autores que são declarados como grandiosos pela mídia. Bolaño, eu lia muito, até começar a ser tão falado. Depois me veio certa canseira. David Foster Wallace? Nunca … Leia mais

O homem é um grande faisão no mundo

Tudo tem seu preço nesse mundo. Tudo. E uma das coisas que costuma custar mais caro é a tal liberdade, coisa tão desejada quanto indefinível. Quantos relacionamentos não acabam, quantos filhos não abandonam a casa (mesmo que para voltar em … Leia mais

À caça de Gustloff

A literatura é feita, basicamente, de obsessões. Obsessões e desvios. Em seu Passos de Caranguejo o escritor alemão Günter Grass narra várias histórias – como é de seu costume. Mas existe um ponto nevrálgico, que se torna central a todas … Leia mais

Thomas Mann e o decadentismo: a figura do artista em Morte em Veneza

A leitura das obras de Thomas Mann, como Morte em Veneza (1913) e outras do início de seu percurso como escritor, pode ser realizada tranquilamente, sem grandes preocupações, porém quando nos preocupamos com a forma dessas obras, podemos ficar intrigados. … Leia mais

Os anéis de Saturno (W.G. Sebald)

Cheguei a Sebald pela curiosidade despertada em mim pelas resenhas de Cidade aberta, do escritor nigero-americano Teju Cole. Várias delas citavam o autor alemão como uma referência bastante sensível ao longo da trama, principalmente no que diz respeito às andanças … Leia mais

Guerra aérea e literatura (W. G. Sebald)

Segunda Guerra Mundial. Uma mulher caminha entre as ruínas de uma cidade, carregando uma mala cheia e uma criança. Balbucia, enlouquecida. Derruba a criança que, na verdade, é um cadáver. Aqui são minhas palavras, mas é uma a cena que … Leia mais

Tônio Kroeger (Thomas Mann)

Histórias despretensiosas, aparentemente sem grande relevância perante clássicos absolutos podem porventura ser ignoradas por leitores incautos. Foi o que me aconteceu da primeira vez que li Tônio Kroeger, do escritor alemão Thomas Mann. Acompanhei o desenrolar da trajetória do jovem … Leia mais

Poemas (Rainer Maria Rilke)

Coincidências. Não vejo nenhum sentido oculto, nada de místico ou sublime nelas, mas gosto quando algumas acontecem. É o caso do lançamento da nova coletânea de poemas de Rainer Maria Rilke pela Companhia das Letras, em tradução de José Paulo … Leia mais

Os Buddenbrooks (Thomas Mann)

O que esperar de um romance robusto, no que diz respeito ao número de páginas, escrito por um rapaz de vinte e três anos? De fato ter essa idade no fim do século XIX não trás as mesmas implicações para … Leia mais

Ho-ba-la-lá (Marc Fischer)

  “É amor, o ho-ba-la-lá, ho-ba-la-lá uma canção, Quem ouvir o ho-ba-la-lá, terá feliz o coração” (João Gilberto)   Ho-ba-la-lá, livro do alemão Marc Fischer, tinha tudo para ser uma obra de ficção detetivesca à lá Sherlock Holmes ou Comissário … Leia mais

A consciência das palavras (Elias Canetti)

Elias Canetti foi um dos escritores mais influentes do século XX. Judeu sefardita de origem Búlgara, cuja língua materna era o ladino, bastante cedo – aos 8 anos de idade – tornou-se um emigrante, tendo sua família se estabelecido em … Leia mais

Os Emigrantes (W. G. Sebald)

Winfried Georg Maximilian Sebald é o nome de um dos escritores de língua alemã mais importantes do século XX. Falecido em 2001, acho que o único a quem poderia, eventualmente, ser comparado é Günter Grass. Especialmente porque tanto Grass quanto … Leia mais