A ilha é ela mesma, de Thiago Camelo

por Henrique Amaral À primeira vista, o título do segundo livro de poemas de Thiago Camelo – A ilha é ela mesma (Moça Editora, 2015) – talvez remeta o leitor, pelo redundante e insular da afirmação, ao lugar-comum do isolamento … Leia mais

Cartas de Babel

Como todo ser humano mais ou menos razoável, de tempos em tempos eu tenho dúvidas a respeito daquilo que faço. Por vezes me pego questionando pra que passar tanto tempo debruçado sobre textos que – possivelmente – não interessam ninguém. … Leia mais

Impressões sobre a poesia de W. H. Auden

O britânico W. H. Auden é sempre referido como um dos grandes nomes da poesia do século XX, porém acredito ser desconhecido ainda em terras brasileiras. O motivo é o mesmo pelo qual a maioria dos autores não é lido … Leia mais

Crítica: ‘Para Sempre Alice’ – e a arte de perder

A arte de perder não é nenhum mistério; Tantas coisas contém em si o acidente De perdê-las, que perder não é nada sério – Uma Arte, Elizabeth Bishop   Já escrevi esses versos por aqui. Foi na dupla resenha e … Leia mais

Uma antologia de Murilo Mendes só não basta

Gosto muito de Murilo Mendes. Talvez seja, na minha opinião, um dos poetas do país menos elogiados do que deveria ser. É claro que, em parte, digo isso porque gosto desse poeta mineiro, de Juiz de Fora, até mais do … Leia mais

Szymborska e a poesia simples

Desde a premiação do Nobel de 1996, a poeta polonesa Wisława Szymborska (1923-2012) passou a figurar entre as prateleiras das livrarias mundo afora, porém é fato que ela já era reconhecida e muito em seu país há décadas. Por todas … Leia mais

Me segura qu’eu vou te falar do Waly

É estranho alguém dizer que apenas leu Waly Salomão, não é? A impressão é que o poeta baiano parece ser poeta até mesmo fora dos livros. Pessoalmente, conheci Waly primeiro pelo nome, sempre citado como exemplo desse termo guarda-chuva que … Leia mais

Em busca da poesia da estabilidade

É engraçado imaginar o que vamos pensar quando ficarmos mais velhos, tanto para jovens quanto para idosos. Acredito que grandes mudanças não acontecem só entre os 20 e os 50 anos, mas também entre os 60 e os 80, por … Leia mais

Qual a linha comum entre os poetas Rainer Maria Rilke e Manoel de Barros?

por Larissa Paes Experimentar-se pelos arcanos das palavras é ser constantemente atingido por sua pujança, é ser inundado de fracassos, pois se entra constantemente no simulacro do controle; já que não se consegue agarrar a rebeldia das palavras, como se … Leia mais

Mais poesia na sua vida – Formas inusitadas

Há poucos meses, perguntei: você gosta de poesia? Na coluna em questão, escrevi sobre como “2013 foi um ano atípico na poesia” e listei todas as obras do gênero que li no período: dez. Acho que nunca tinha lido tantos … Leia mais

A abertura da vida pelos anjos da morte de Rilke

É incrível perceber como o poeta austro-húngaro Rainer Maria Rilke (1875-1926), apesar de ter nascido em Praga e ser falante de língua alemã assim como Franz Kafka, demonstra a variedade cultural na qual estava inserido por ser tão distinto literariamente … Leia mais

Manual de observação de balões

Durante minha breve trajetória como tradutor de patentes, me deparei com algumas invenções interessantes: controles de radiação, moldes de almôndegas que asseguram a forma final do produto, um sistema de controle remoto de máquina de lavar roupa. Nada, no entanto, … Leia mais